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#Desajuda

Trabalho com revisão e construção de materiais didáticos. Posso dizer que, há tempos, instalou-se na Educação Corporativa o auto-ajudismo. Monges, Executivos, Segredos, Lições, Dicas… em poucas e simplórias páginas, uma síntese mal feita de milênios de filosofia, visando levantar o auto-austral dos calaboradores. Passam-se os anos e continuo vendo gente adoecida, líderes nada servidores, empresas predatórias. Apenas um tipo de pessoa se favoreceu com a auto-ajuda: seus autores. Quando digo autores, digo autores, editoras e todos envolvidos na comercialização de antidepressivos letrais que vem ganhando dinheiro graças à condição humana de escravidão no trabalho, solidão e cobranças exorbitantes. Como toda moda um dia acaba, preparo-me para ganhar dinheiro com o boom da desajuda. Todos fartos de palavras bonitas, chegará a hora de reverter a autoajuda e vomitar o outro lado da moeda.

Vídeo feito por mim com 25 lições para lhe causar depressão e fazê-lo mergulhar na tristeza do viver.

Conto que escrevi no ano de 2007 : O EMPRESÁRIO E O MONGE, CONTO DE DESAJUDA. Clique no link Desajuda

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Não sei quanto tempo da nossa vida passamos em reuniões, sei que é bastante. Desde as reuniões do grêmio estudantil às reuniões de condomínio, das reuniões de trabalho à “reuniãozinha que vou fazer lá em casa”. Todas com diferentes propósitos, mas sob um mesmo nome: reunião. Se olharmos bem, ganha um ar quase sacro: re-unir! Unir novamente aqueles que estiveram separados, como se a sina humana fosse viver junto. Então, reunir é colocar-nos novamente na nossa condição natural.

Já trabalhei em empresa que se fazia mais reuniões do que se executava alguma coisa. Já organizei reuniões de amigos. E, agora, penso em reunião escolar, aquelas de pais. Elas são reuniões que nos acompanham a vida toda: quando somos crianças nos preocupamos porque nossos pais estão lá; quando adultos, os pais e professores que estão lá, somos nós.

Lembro que minha mãe sempre dizia: “ai, hoje é dia de reunião, lá vou eu pra nada!” Lembro de amigos professores que diziam: “hoje é dia de aturar os pais!”. Nunca em minha vida escolar ou docente, ouvi alguém elogiar reunião de pais. Mas, ouvi tanta gente criticar, que foi possível fazer um levantamento das principais opiniões negativas sobre este momento de nossas vidas com o intuito de aproveitá-lo para os próprios professores. Ao lado, tracei algumas observações.

Fala dos pais

Observação aos professores

1 – Reunião não serve pra nada;

Cabe ao professor, no princípio da reunião, indicar o objetivo e ao final retomá-lo mostrando que foi atingido.

2 – O professor chama a gente para ouvi-lo falar de outras crianças;

É fundamental que o professor atenda a todos os pais presentes e que não centralize a reunião em apenas alguns deles.

3 – Eles querem cobrar dos pais, mas não fazem o papel deles;

Vale sempre deixar claro quais são os papéis do professor e dos pais e que são complementares, não os deixando sobrepostos.

4 – Tudo é pretexto para aumentar a mensalidade;

Não use reuniões para várias coisas. Reuniões de pais devem falar do tema proposto. Tente sempre ser bem objetivo e assertivo quanto aos temas tratados.

5 – Eles acham que podem falar assim do meu filho?

Tome extremo cuidado ao falar dos alunos, pois eles são filhos dos seus clientes. Coloque-se sempre na condição de pai e pense a melhor maneira de dar notícias, recados e fazer críticas.

Fala dos professores

Observação aos próprios professores

1 – Aqueles pais são muito chatos;

Cabe ao professor fugir de generalizações e buscar conhecer os interesses dos pais, pois os pais mais chatos são os incompreendidos.

2 – Eles acham que eu sou mãe do garoto;

Deixe sempre claro os papéis de professor e pais, sabendo que é comum que em algumas etapas da vida eles se confundam um pouco. Dialogue com os pais, descubra o que esperam do professor e deixe claro sua função na escola.

3 – Eles esquecem que educação se dá em casa;

Muitos pais acabam terceirizando a função de pais para os professores. É verdade também que a educação não se dá apenas em casa, se dá o tempo inteiro, sendo assim, a máxima está equivocada. Cabe ao professor se aproximar dos pais para que possam, conjuntamente, pensar a educação escolar.

4 – Eles só querem falar do que interessa a eles;

Isso não é só um caso dos pais e sim de todos nós. Do que não nos interessa não queremos falar. É importante que o professor torne os assuntos interessantes e mostre a relação que cada assunto tem com o seu cliente.

5 – Tem pai que é cego, não sabe lidar com a crítica.

Críticas devem ser construtivas. Se uma crítica não levará a lugar algum não a faça. A melhor maneira de um pai entender uma crítica é que ela já venha acompanhada de uma solução.

Fica aqui também disponível um modelo para avaliar reuniões de pais:

Modelo de Avaliação de Reunião

A partir das críticas feitas por pais e das falas dos próprios professores, é possível repensar o reunir e a cada nova união fazê-la diferente, sempre aproximando-nos mais dos objetivos, abrindo-nos mais ao diálogo e tornando o tempo em que estamos juntos mais prazeroso, sem desperdiçá-lo. Estes são os primeiros passos para que comecem a cessar as desconfianças e surjam as primeiras palavras elogiosas das bocas de pais e professores.

Vinícius Antunes
Rio de Janeiro, 16 de novembro de 2011

Não sei quanto tempo da nossa vida passamos em reuniões, sei que é bastante. Desde as reuniões do grêmio estudantil às reuniões de condomínio, das reuniões de trabalho à “reuniãozinha que vou fazer lá em casa”. Todas com diferentes propósitos, mas sob um mesmo nome: reunião. Se olharmos bem, ganha um ar quase sacro: re-unir! Unir novamente aqueles que estiveram separados, como se a sina humana fosse viver junto. Então, reunir é colocar-nos novamente na nossa condição natural.

Já trabalhei em empresa que se fazia mais reuniões do que se executava alguma coisa. Já organizei reuniões de amigos. E, agora, penso em reunião escolar, aquelas de pais. Elas são reuniões que nos acompanham a vida toda: quando somos crianças nos preocupamos porque nossos pais estão lá; quando adultos, os pais e professores que estão lá, somos nós.

Lembro que minha mãe sempre dizia: “ai, hoje é dia de reunião, lá vou eu pra nada!” Lembro de amigos professores que diziam: “hoje é dia de aturar os pais!”. Nunca em minha vida escolar ou docente, ouvi alguém elogiar reunião de pais. Mas, ouvi tanta gente criticar, que foi possível fazer um levantamento das principais opiniões negativas sobre este momento de nossas vidas com o intuito de aproveitá-lo para os próprios professores. Ao lado, tracei algumas observações.

Fala dos pais

Observação aos professores

1 – Reunião não serve pra nada;

Cabe ao professor, no princípio da reunião, indicar o objetivo e ao final retomá-lo mostrando que foi atingido.

2 – O professor chama a gente para ouvi-lo falar de outras crianças;

É fundamental que o professor atenda a todos os pais presentes e que não centralize a reunião em apenas alguns deles.

3 – Eles querem cobrar dos pais, mas não fazem o papel deles;

Vale sempre deixar claro quais são os papéis do professor e dos pais e que são complementares, não os deixando sobrepostos.

4 – Tudo é pretexto para aumentar a mensalidade;

Não use reuniões para várias coisas. Reuniões de pais devem falar do tema proposto. Tente sempre ser bem objetivo e assertivo quanto aos temas tratados.

5 – Eles acham que podem falar assim do meu filho?

Tome extremo cuidado ao falar dos alunos, pois eles são filhos dos seus clientes. Coloque-se sempre na condição de pai e pense a melhor maneira de dar notícias, recados e fazer críticas.

Fala dos professores

Observação aos próprios professores

1 – Aqueles pais são muito chatos;

Cabe ao professor fugir de generalizações e buscar conhecer os interesses dos pais, pois os pais mais chatos são os incompreendidos.

2 – Eles acham que eu sou mãe do garoto;

Deixe sempre claro os papéis de professor e pais, sabendo que é comum que em algumas etapas da vida eles se confundam um pouco. Dialogue com os pais, descubra o que esperam do professor e deixe claro sua função na escola.

3 – Eles esquecem que educação se dá em casa;

Muitos pais acabam terceirizando a função de pais para os professores. É verdade também que a educação não se dá apenas em casa, se dá o tempo inteiro, sendo assim, a máxima está equivocada. Cabe ao professor se aproximar dos pais para que possam, conjuntamente, pensar a educação escolar.

4 – Eles só querem falar do que interessa a eles;

Isso não é só um caso dos pais e sim de todos nós. Do que não nos interessa não queremos falar. É importante que o professor torne os assuntos interessantes e mostre a relação que cada assunto tem com o seu cliente.

5 – Tem pai que é cego, não sabe lidar com a crítica.

Críticas devem ser construtivas. Se uma crítica não levará a lugar algum não a faça. A melhor maneira de um pai entender uma crítica é que ela já venha acompanhada de uma solução.

Fica aqui também disponível um modelo para avaliar reuniões de pais:

https://desensino.files.wordpress.com/2011/11/avaliac3a7c3a3o-de-reunic3a3o.doc

A partir das críticas feitas por pais e das falas dos próprios professores, é possível repensar o reunir e a cada nova união fazê-la diferente, sempre aproximando-nos mais dos objetivos, abrindo-nos mais ao diálogo e tornando o tempo em que estamos juntos mais prazeroso, sem desperdiçá-lo. Estes são os primeiros passos para que comecem a cessar as desconfianças e surjam as primeiras palavras elogiosas das bocas de pais e professores.

VEM AÍ

 Mais informações em: http://saraubrasil.blogspot.com/

Novembro começou com o Fórum de Educação Corporativa 2011, realização da Revista T&D e iniciativa de Adriana Schneider que estimulou a vinda do evento para o Rio de Janeiro. O encontro ocorreu no auditório da Bolsa de Valores  e contou com palestrantes como Marcos Cavalcanti, Andrea Ramal e Stavros Xantopoylos.

O dia começou em grande estilo, o primeiro a falar foi o professor  da Coppe – UFRJ Marcos Cavalcanti, sua exposição nos proporcionou uma reflexão sobre as novas corporações e os recursos tangíveis e intangíveis destas empresas. Com provocações como “O Google vale mais que Petrobras e Vale juntas”, Cavalcanti defendeu o capital intelectual como o grande recurso corporativo. Sua tese veio afirmar que os bens materiais quando passados a outra pessoa, deixam o seu antigo detentor pobre, enquanto isto, os bens intelectuais, quanto mais passados adiante e compartilhados, mais enriquecem o seu transmissor. Em uma entusiasta crítica à sociedade cartesiana e uma defesa ao mundo do conhecimento, Cavalcanti afirmou que não vivemos mais uma Era de Mudança, mas uma mudança de Era. Recomendou ao seu público o filme Para o dia Nascer Feliz e o vídeo As Escolas Matam a Criatividade. Sua palestra foi um discurso contra a mediocridade e um estímulo às paixões e ao talento.

A Pedagoga Andrea Ramal compartilhou com o público 7 hábitos dos processos de T&D altamente eficientes. Sua fala esteve baseada em casos vivenciados por sua empresa ID Projetos Educacionais  em organizações como SHV Gas, Volkswagen, Usiminas, Light, Ambev, Pão de Açúcar. De forma didática, Ramal trouxe sugestões importantes para que as empresas possam entender os principais passos para organizar sua área de Educação Corporativa, passando pelo mapeamento de competências, trilhas técnicas e preocupada com a disseminação das informações através dos multiplicadores do conhecimento. Em sua palestra, defendeu a customização de produtos para melhor atender os clientes e criticou as empresas que sempre oferecem produtos de prateleira, visando apenas fazer o mais cômodo e se distanciando dos reais problemas por oferecer soluções genéricas.

Daniel Castello subiu ao palco duas vezes, foi o responsável por falar diante do tema Uma abordagem estratégica para a Capacitação Profissional e por fazer uma irreverente conclusão do encontro, agrupando os temas mais importantes do dia com alguns questionamentos e opiniões. Em sua fala, defendeu a Educação Corporativa como elemento estratégico, trouxe interessantes cases sobre a realidade da Educação Corporativa italiana e, sob forma de crítica, comparou-a à realidade brasileira, nos levando a uma reflexão sobre nossos erros ao nos organizarmos enquanto nação e por abdicarmos de antever momentos importantes para nosso país. Castello, coerentemente, fez objeções  a Lei 12513  que disse trazer resoluções lentas para nossas necessidades urgentes.

Sob o tema Treinamento ou melhoria de desempenho: o que entregamos? esteve  Fábio Santos Ribeiro, Presidente da ABRH-RJ e Diretor da HPT Consultoria. Em uma fala extremamente organizada e objetiva, o engenheiro Fábio Santos reabilitou o debate que, há muito, os pedagogos deixaram de lado: o behaviorismo. Segundo ele, muito preconceito e formulações conceituais equívocas se têm formulado sobre o tema, mas, na verdade, quando olhado a fundo, o que se tem acostumado a chamar de comportamentalismo, ainda é uma forma séria e muito eficaz de interpretar a educação. O objetivo de sua fala foi levar o público a entender que o objetivo fim da corporação é atingir o melhor desempenho possível, sendo assim, só é necessário pensar Treinamento e Desenvolvimento na medida em que contribuem para esta melhora de desempenho. Não basta treinar por treinar, o treinamento é uma engrenagem importante dentro da corporação e seu melhor indicador é observar se os lucros da empresa aumentaram graças a ele. Indo à raiz do problema, Ribeiro apontou que grande parte do mau desempenho se dá porque as pessoas não sabem o que fazer no local de trabalho, pois as empresas não têm se estruturado a ponto de comunicar aos colaboradores  o seu verdadeiro papel. Com uma fala irônica, o palestrante trouxe os principais mitos sobre o desempenho e os discursos mais caricaturais que permeiam o dia a dia das corporações. Sua palestra estimulou o público a entender que se há uma cultura real de bom desempenho, deve-se valer a pena ser melhor.

Representando a FGV-Online, esteve presente o educador Stavros Xantopoylos que mais uma vez contribuiu com uma concreta defesa da Educação a Distância. Sob o tema O papel da UC na Gestão do Conhecimento das Empresas, sugeriu o fim da nomenclatura Educação a Distância – que passa a idéia de frieza – e defendeu uma Educação Digital que está presente a todo tempo no nosso cotidiano. Para o educador, não pode existir gestão da aprendizagem sem gestão do conhecimento. Ele crê que essa percepção ocorrerá nas organizações na medida em que elas evoluem de simples organizações que treinam para Universidades Corporativas. Para ele, o Brasil está no mesmo nível dos outros países no que se diz respeito à qualificação para o mercado. Toda a juventude mundial parece despreparada diante do mercado, a vantagem que alguns países têm sobre o Brasil é que, neles, a Educação Digital já é vista como diferencial profissional, enquanto nós ainda a discriminamos muito.  No futuro, cada vez mais estaremos familiarizados com os meios digitais e, assim, terá mais força o que Xantopoylos chama de cidadania digital, composta por nativos digitais (aqueles que nascem diante do computador) e os imigrantes digitais (aqueles que não nasceram diante do computador, mas, atualmente, vivem diante dele). Desta forma, não devemos esperar por mais uma revolução da internet, mas por habitarmos uma nova dimensão de comunicação em um ciberespaço.

Por último, o evento contou com a participação do Senac Rio que trouxe o tema O Perfil Profissional do Séc. XXI: ampliando o olhar sobre mapeamento de competências focado na Inovação. Após uma contextualização da contemporaneidade, a equipe do Senac apresentou possíveis características do que é inovação e falou um pouco sobre suas soluções corporativas, mostrou-se também preocupada com o apagão de líderes, matéria veiculada pelo caderno Boa Chance de O Globo. Sem o diálogo com cases reais, a inovação ficou em um plano teórico sem devidas concretizações. Talvez, se experimentasse a aplicação desse processo internamente, a análise poderia ser mais pautada em experiência e menos abstrata.

Após um dia repleto de encontros, informações e debates, o Fórum de Educação Corporativa 2011 deixou muitas lições e a perspectiva de ampliação do projeto para 2012, até porque o Rio de Janeiro tem se acostumado a acolher eventos importantes e aparece como uma das cidades mais importantes no cenário mundial.

Vinícius Antunes
Rio de Janeiro, 2 de novembro de 2011.


Dênis Drago, consultor associado da MegaMind Educação Corporativa, esteve no 9º Encontro dos Profissionais de Recursos Humanos dos Fundos de Pensão, no dia 28 de outubro de 2011, falando sobre Gestão por Competências. Com a didática e a destreza que são peculiares a um grande pedagogo, ele falou por cerca de meia hora sobre um grande tema que tem sido rotineiro no meio corporativo e conseguiu condensar de forma simples e palatável os mais importantes tópicos desta temática em um tempo curto de minutos e extenso de aprendizado.

As primeiras palavras de Dênis Drago serviram para mapear o atual cenário corporativo: a individualização, a busca por autonomia e reconhecimento, a ascensão do que se tem chamado de geração Y e as crescentes expectativas dos empregadores que buscam por profissionais ideais que saibam agir, mobilizar, delegar, possam aprender, queiram se engajar, tenham visão estratégica e assumam responsabilidades.

Logo após contextualizar o público, coube ao pedagogo buscar definições para o conceito de competências. Pautado em vasta bibliografia em que formavam parte nomes como A. Rodrigues, S. Deutsch, Cardoso, Alvarez, Caulliraux, Nokata e Freury organizou, didaticamente, as seguintes definições:

Competência = CHA = Conhecimento + Habilidade + Atitude

Conhecimento (C): fim do processo de interpretação, traduzido pelas instituições em diplomas, experiência, avaliação de conteúdos.

Habilidade (H): É o saber fazer, independente de estudo prévio. Na empresa é medido pela capacidade de realizar tarefas.

Atitude (A): Conjunto das crenças, sentimentos e tendências comportamentais dos sujeitos frente a um determinado objeto social. Pode ser modificada com o passar do tempo, conforme as experiências adquiridas pelo indivíduo.

Definido o que é competências, coube definir Gestão por Competências.

GESTÃO POR COMPETÊNCIAS = avaliar as pessoas pela sua competência, e não pelos seus títulos ou tempo de trabalho; levar em consideração suas limitações e estimular o aprendizado; gerir o capital humano com foco nos resultados esperados pela empresa.

A partir destes conceitos fundamentais, Dênis Drago passou a explicar quais as vantagens e problemas de uma empresa ao trabalhar com Gestão por Competências:

VANTAGENS

  • Avaliação da pessoa pelo que ela produz para a empresa
  • Poder de construção da avaliação com base no que as pessoas realmente precisam fazer
  • Maior facilidade em identificar problemas na capacitação da equipe
  • Gerir o capital humano com foco nos resultados esperados pela empresa

PROBLEMAS

  • Como o tema é recente há metodologias de implantação que ainda não foram suficientemente testadas
  • Dificuldade de implantação em instituições com funcionários resistentes
  • Necessidade de aprovação do plano de remuneração junto aos Sindicatos e reconhecimento do MT
  • Resultado a longo prazo (geralmente após 3º ciclo)

Porém, aplicar a Gestão por Competências não é algo fácil e não acontece do dia para noite. Hoje em dia, muitas empresas dizem trabalhar por competências, mas sequer conhecem o capital intelectual que possuem. Por isso, Dênis Drago sugere, para fins didáticos, um passo a passo a ser checado caso sua empresa queira seguir pelo caminho deste novo (já não tão novo assim) modelo de gestão.

Ao final de sua apresentação, Dênis Drago pontuou as vantagens de se fazer uma Gestão por Competências em uma corporação. Segundo ele, uma eficaz implantação desse modelo de gestão gerará:

  • Comprometimento da Direção no processo de avaliação
  • Avaliação dos colaboradores acontece com base nos objetivos estratégicos da empresa
  • Tomada de decisões com base nos resultados trazidos por cada colaborador
  • Oportunidade de avaliar a capacidade de transformar a experiência profissional e o estudo prévio em resultados
  • Otimização dos investimentos em capacitação
  • Seleção com base em competências

Os interessados em implantar um modelo de Gestão por Competências podem entrar em contato com Dênis Drago pelo seu blog: http://denisdrago.com, ou com a Empresa mais confiável do mercado para este trabalho, a MegaMind, ou, ainda, fazer contato direto com o autor deste texto deixando um comentário ou pelo e-mail desensino@gmail.com.

Vinícius Antunes
Rio de Janeiro, 30 de outubro de 2011

                Na teoria é bem fácil: o rei chega à sacada, vê o imenso público, dedo enriste, faz seu discurso efervescente e todos, felizes, prostram-se; o bobo chega diante do rei, faz seus mais engraçados gestos, conta suas melhores piadas e a majestade lhe retribui com a mais sincera das gargalhadas. Porém, na prática, nem sempre é assim, o rei pode temer seu público mais do que teme a degola e o bobo pode temer falar mais do que teme seu rei.

                O filme O Discurso do Rei, ganhador do Oscar de Melhor Filme de 2010, traz justamente esta temática: um rei cujo seu maior problema não é liderar exércitos, conduzir um povo, exercer diplomacia, mas, sim, discursar. Este problema o leva ao encontro de Lionel Logue, conhecido por usar métodos pouco ortodoxos no tratamento da gagueira. O que se chama de pouco ortodoxo no filme é o método teatral. Ao invés de perder horas com fonoaudiologia, com métodos científicos, Lionel, admirador de Shakespeare, convida o rei para realizar exercícios de teatro.

                Hoje em dia, o mercado de trabalho tem exigido multifunções de seus funcionários. Cada vez há menos espaço para quem só fica atrás da mesa do escritório. A lógica “todo mundo ensina a todo mundo” tem exigido que profissionais deixem de ser apenas técnicos para se tornarem também docentes. Com isto, uma série de cursos, workshops e soluções milagrosas surgem para fazer de todo mundo palestrante. Conferências com psicólogos, consultas a fonoaudiólogos, aconselhamentos com gurus espirituais prometem resultados espetaculares, porém, é sempre importante lembrar, que desde que o humano é humano, existe uma técnica para isto chamada representação.

                É no teatro que o homem observa a si mesmo e toma consciência de quem é, podendo, através desta observação, mudar sua forma de agir (BOAL, Arco-íris do desejo). Afinal, falar bem em público não é apenas salivar gritando diante de uma platéia como fazia Hitler; não é apenas arrancar gargalhadas como faz um comediante de stand-up; não é apenas emocionar o público como um pastor pentecostal. Falar bem em público, como a própria expressão diz, é, antes de tudo, saber quem é o público. Para isto, a oratória possui diversas modalidades: pode ser sacra, jurídica, política, pedagógica… Nem sempre um ótimo pastor falará bem numa sala de aula, nem sempre um advogado falará bem para uma igreja. O teatro agrega à oratória compreensões fundamentais: entender que papéis estão em jogo e em que cenário ocorre o espetáculo.

                O que pouca gente, entretanto, valoriza e presta atenção, é que todas as oratórias, saiam da boca do padre, do advogado, do prefeito ou do professor, são baseadas em convencimento. Muita gente tem buscado usar técnicas de falar em público para consolidar seu poder de persuasão e fazer com que suas idéias predominem através da razão. O teatro fornece o diferencial que extrapola a razão de todas as oratórias, afinal, é, o teatro, arte e seu convencimento não se dará só no plano na lógica, mas, também na beleza do discurso, no encantamento das idéias e, contra isto, não há o que se possa falar, pois o teatro pode fazer do bobo rei e do rei bobo.


Trailer do filme O Discurso do Rei

Vinícius Antunes
Rio de Janeiro, 13 de outubro de 2011.


Nunca conheci quem tivesse levado porrada na vida.
Todos os meus conhecidos têm sido campeões em tudo
.
(Álvaro de Campos, heterônimo de Fernando Pessoa. Poema em Linha Reta)

Há um tempo frequento as rodas de reuniões de negócios, os cafés expressos com senhores de paletó, há um tempo seleciono candidatos para vagas que parecem ficcionais, há um tempo formo educadores que sonham virar Paulo Freire, há um tempo tenho observado a inquisição empresarial e tenho sido queimado em fogueiras corporativas. Deveria ser isto que me habilita a escrever este texto, mas antes disto, me habilita o acaso de ter nascido humano.

Se é verdade o que ensina o ditado popular “é errando que se aprende”, imagino que em um bom currículo deveria constar nossos equívocos, pois quanto mais erros, mais teríamos aprendido. Porém, quem contrataria o Pedro que faliu sua empresa, a Joana que apagou todos os arquivos do cliente, o Gustavo que foi demitido por faltas? Provavelmente ninguém, mas com certeza Pedro, Joana e Gustavo estão hoje em alguma organização escondendo esses seus segredinhos.

Errar, por mais banal que seja o erro, tem se tornado inaceitável. Não era justamente o erro que nos fazia de carne e osso? O “eu” tornou-se um produto. E quem compra produtos com defeito? A maior prova disto é o surgimento do marketing pessoal, ou, como prefiro chamar, EGOmarketing, o marketing do eu. Relendo Kotler e Armstrong, digo que nada mais é do que a criação de um processo social e gerencial através do qual sua personalidade é moldada enquanto produto para que possa conseguir em troca o que necessita ou deseja. E, provavelmente, se você é humano como eu, o que necessita ou deseja, atualmente, é prazer e estabilidade que, certamente, serão alcançados com dinheiro.

Assim, vaga pelas ruas uma legião de robôs cujo maior defeito permitido é o perfeccionismo. Compartilham nas salas de reunião as mesmas histórias, estão sempre imersos em muito trabalho, dizem sair sempre muito tarde de seus empregos, seus clientes são sempre burros e seus fornecedores pouco criativos. Seus currículos são invejáveis, dominam sempre multifuncionais termos em inglês e falam bem de si, falam muito bem de si, não que lhes falte modéstia, obviamente, mas como deixar de falar de alguém tão interessante?

As vagas de emprego para estes que fazem o marketing em linha reta são muitas. Basta ter muitos anos de experiência, dominar alguns bons idiomas sem sotaques sensualizados, ter liderado equipes, gerido pessoas, saber de finanças, ser atualizado, muito atualizado, atualizadíssimo! Enquanto isto eu e talvez você, leitor, vamos ocupando estas vagas que restam aos humanos, aqueles que levam porrada na vida.

Vinícius Antunes

Rio de Janeiro, 13 de outubro de 2011