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Posts com Tag ‘modelo de avaliação de reunião de pais’

Não sei quanto tempo da nossa vida passamos em reuniões, sei que é bastante. Desde as reuniões do grêmio estudantil às reuniões de condomínio, das reuniões de trabalho à “reuniãozinha que vou fazer lá em casa”. Todas com diferentes propósitos, mas sob um mesmo nome: reunião. Se olharmos bem, ganha um ar quase sacro: re-unir! Unir novamente aqueles que estiveram separados, como se a sina humana fosse viver junto. Então, reunir é colocar-nos novamente na nossa condição natural.

Já trabalhei em empresa que se fazia mais reuniões do que se executava alguma coisa. Já organizei reuniões de amigos. E, agora, penso em reunião escolar, aquelas de pais. Elas são reuniões que nos acompanham a vida toda: quando somos crianças nos preocupamos porque nossos pais estão lá; quando adultos, os pais e professores que estão lá, somos nós.

Lembro que minha mãe sempre dizia: “ai, hoje é dia de reunião, lá vou eu pra nada!” Lembro de amigos professores que diziam: “hoje é dia de aturar os pais!”. Nunca em minha vida escolar ou docente, ouvi alguém elogiar reunião de pais. Mas, ouvi tanta gente criticar, que foi possível fazer um levantamento das principais opiniões negativas sobre este momento de nossas vidas com o intuito de aproveitá-lo para os próprios professores. Ao lado, tracei algumas observações.

Fala dos pais

Observação aos professores

1 – Reunião não serve pra nada;

Cabe ao professor, no princípio da reunião, indicar o objetivo e ao final retomá-lo mostrando que foi atingido.

2 – O professor chama a gente para ouvi-lo falar de outras crianças;

É fundamental que o professor atenda a todos os pais presentes e que não centralize a reunião em apenas alguns deles.

3 – Eles querem cobrar dos pais, mas não fazem o papel deles;

Vale sempre deixar claro quais são os papéis do professor e dos pais e que são complementares, não os deixando sobrepostos.

4 – Tudo é pretexto para aumentar a mensalidade;

Não use reuniões para várias coisas. Reuniões de pais devem falar do tema proposto. Tente sempre ser bem objetivo e assertivo quanto aos temas tratados.

5 – Eles acham que podem falar assim do meu filho?

Tome extremo cuidado ao falar dos alunos, pois eles são filhos dos seus clientes. Coloque-se sempre na condição de pai e pense a melhor maneira de dar notícias, recados e fazer críticas.

Fala dos professores

Observação aos próprios professores

1 – Aqueles pais são muito chatos;

Cabe ao professor fugir de generalizações e buscar conhecer os interesses dos pais, pois os pais mais chatos são os incompreendidos.

2 – Eles acham que eu sou mãe do garoto;

Deixe sempre claro os papéis de professor e pais, sabendo que é comum que em algumas etapas da vida eles se confundam um pouco. Dialogue com os pais, descubra o que esperam do professor e deixe claro sua função na escola.

3 – Eles esquecem que educação se dá em casa;

Muitos pais acabam terceirizando a função de pais para os professores. É verdade também que a educação não se dá apenas em casa, se dá o tempo inteiro, sendo assim, a máxima está equivocada. Cabe ao professor se aproximar dos pais para que possam, conjuntamente, pensar a educação escolar.

4 – Eles só querem falar do que interessa a eles;

Isso não é só um caso dos pais e sim de todos nós. Do que não nos interessa não queremos falar. É importante que o professor torne os assuntos interessantes e mostre a relação que cada assunto tem com o seu cliente.

5 – Tem pai que é cego, não sabe lidar com a crítica.

Críticas devem ser construtivas. Se uma crítica não levará a lugar algum não a faça. A melhor maneira de um pai entender uma crítica é que ela já venha acompanhada de uma solução.

Fica aqui também disponível um modelo para avaliar reuniões de pais:

Modelo de Avaliação de Reunião

A partir das críticas feitas por pais e das falas dos próprios professores, é possível repensar o reunir e a cada nova união fazê-la diferente, sempre aproximando-nos mais dos objetivos, abrindo-nos mais ao diálogo e tornando o tempo em que estamos juntos mais prazeroso, sem desperdiçá-lo. Estes são os primeiros passos para que comecem a cessar as desconfianças e surjam as primeiras palavras elogiosas das bocas de pais e professores.

Vinícius Antunes
Rio de Janeiro, 16 de novembro de 2011

Não sei quanto tempo da nossa vida passamos em reuniões, sei que é bastante. Desde as reuniões do grêmio estudantil às reuniões de condomínio, das reuniões de trabalho à “reuniãozinha que vou fazer lá em casa”. Todas com diferentes propósitos, mas sob um mesmo nome: reunião. Se olharmos bem, ganha um ar quase sacro: re-unir! Unir novamente aqueles que estiveram separados, como se a sina humana fosse viver junto. Então, reunir é colocar-nos novamente na nossa condição natural.

Já trabalhei em empresa que se fazia mais reuniões do que se executava alguma coisa. Já organizei reuniões de amigos. E, agora, penso em reunião escolar, aquelas de pais. Elas são reuniões que nos acompanham a vida toda: quando somos crianças nos preocupamos porque nossos pais estão lá; quando adultos, os pais e professores que estão lá, somos nós.

Lembro que minha mãe sempre dizia: “ai, hoje é dia de reunião, lá vou eu pra nada!” Lembro de amigos professores que diziam: “hoje é dia de aturar os pais!”. Nunca em minha vida escolar ou docente, ouvi alguém elogiar reunião de pais. Mas, ouvi tanta gente criticar, que foi possível fazer um levantamento das principais opiniões negativas sobre este momento de nossas vidas com o intuito de aproveitá-lo para os próprios professores. Ao lado, tracei algumas observações.

Fala dos pais

Observação aos professores

1 – Reunião não serve pra nada;

Cabe ao professor, no princípio da reunião, indicar o objetivo e ao final retomá-lo mostrando que foi atingido.

2 – O professor chama a gente para ouvi-lo falar de outras crianças;

É fundamental que o professor atenda a todos os pais presentes e que não centralize a reunião em apenas alguns deles.

3 – Eles querem cobrar dos pais, mas não fazem o papel deles;

Vale sempre deixar claro quais são os papéis do professor e dos pais e que são complementares, não os deixando sobrepostos.

4 – Tudo é pretexto para aumentar a mensalidade;

Não use reuniões para várias coisas. Reuniões de pais devem falar do tema proposto. Tente sempre ser bem objetivo e assertivo quanto aos temas tratados.

5 – Eles acham que podem falar assim do meu filho?

Tome extremo cuidado ao falar dos alunos, pois eles são filhos dos seus clientes. Coloque-se sempre na condição de pai e pense a melhor maneira de dar notícias, recados e fazer críticas.

Fala dos professores

Observação aos próprios professores

1 – Aqueles pais são muito chatos;

Cabe ao professor fugir de generalizações e buscar conhecer os interesses dos pais, pois os pais mais chatos são os incompreendidos.

2 – Eles acham que eu sou mãe do garoto;

Deixe sempre claro os papéis de professor e pais, sabendo que é comum que em algumas etapas da vida eles se confundam um pouco. Dialogue com os pais, descubra o que esperam do professor e deixe claro sua função na escola.

3 – Eles esquecem que educação se dá em casa;

Muitos pais acabam terceirizando a função de pais para os professores. É verdade também que a educação não se dá apenas em casa, se dá o tempo inteiro, sendo assim, a máxima está equivocada. Cabe ao professor se aproximar dos pais para que possam, conjuntamente, pensar a educação escolar.

4 – Eles só querem falar do que interessa a eles;

Isso não é só um caso dos pais e sim de todos nós. Do que não nos interessa não queremos falar. É importante que o professor torne os assuntos interessantes e mostre a relação que cada assunto tem com o seu cliente.

5 – Tem pai que é cego, não sabe lidar com a crítica.

Críticas devem ser construtivas. Se uma crítica não levará a lugar algum não a faça. A melhor maneira de um pai entender uma crítica é que ela já venha acompanhada de uma solução.

Fica aqui também disponível um modelo para avaliar reuniões de pais:

http://desensino.files.wordpress.com/2011/11/avaliac3a7c3a3o-de-reunic3a3o.doc

A partir das críticas feitas por pais e das falas dos próprios professores, é possível repensar o reunir e a cada nova união fazê-la diferente, sempre aproximando-nos mais dos objetivos, abrindo-nos mais ao diálogo e tornando o tempo em que estamos juntos mais prazeroso, sem desperdiçá-lo. Estes são os primeiros passos para que comecem a cessar as desconfianças e surjam as primeiras palavras elogiosas das bocas de pais e professores.

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